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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Entre família...‘Operação Ilusionista’ descobre desvio em cartório do interior do RN de R$ 1,5 milhão!

Os valores subtraídos e desviados configuram um dano aproximado no valor de 1,5 milhão
Uma operação do Ministério Pública, denominada de “Ilusionista”, desarticulou, um esquema de falsificações de documentos cartorários de registros e escrituras públicas em nome do Cartório Único de Montanhas. O crime era cometido por pessoas da mesma família e desviou mais de R$ 1 milhão.

Vinte policiais militares apoiaram os promotores de justiça no cumprimento dos mandados de buscas e apreensões e prisões preventivas. Foram expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Nova Cruz quatro mandados de busca e apreensões e dois mandados de prisão preventiva. Durante as investigações, o MP identificou a existência de um “esquema” de desvio de dinheiro (peculato), falsificação de registro e escrituras públicas, estelionato, falsificação de carimbos e selos, usurpação de função pública, envolvendo as pessoas de Autran Martins Tavares, Lauro Riccelli de Lima Tavares e Lairton Galvão de Lima Tavares, pai e filhos, respectivamente.

O primeiro exercia a função de tabelião enquanto o segundo e terceiro o de tabeliães substitutos, ambos até meados de 2014, do Cartório Único de Montanhas, quando foram afastados após sindicâncias judiciais decorrentes da Corregedoria-Geral do TJ e da Direção do Foro da Comarca de Nova Cruz, quando ficou demonstrado que os mesmos atraem pessoas com a falsa e criminosa intenção de regularizar os seus imóveis, falsificando as escrituras públicas, bem como os registros, recolhimento de taxas e emolumentos, os quais deveriam ser recolhidos aos cofres públicos, e desviando boa parte do dinheiro de inúmeras vítimas, em Natal e Parnamirim.

Os valores subtraídos e desviados configuram um dano aproximado no valor de R$ 1,5 milhão. Além de diversas investigações instauradas pelo Ministério Público Estadual, existem 11 sindicâncias abertas na Direção do Foro da comarca de Nova Cruz oriundos de reclamações feitas perante a Corregedoria-Geral de Justiça do Estado. O Ministério Público Estadual já identificou aproximadamente 100 pessoas que foram lesadas pelas condutas criminosas do grupo.

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