A companhia já havia embarcado 168 toneladas para Umarizal e Natal na última terça-feira e 412 toneladas para João Câmara, Natal, Caicó e Mossoró na última segunda. "O problema é que os caminhoneiros esperam atingir a capacidade máxima para conseguir preços de frete mais atrativos", afirma o superintendente da companhia no estado, João Lúcio. "Transportar milho para o RN não seria vantajoso. Foi o que os caminhoneiros disseram aos produtores", completa José Vieira, presidente da Faern.
O desembarque no RN ainda é feito de
forma manual no estado, o que aumenta o tempo de permanência dos caminhoneiros
no RN e reduz o seu lucro. "E para eles, tempo é dinheiro", ressalta
Júnior Teixeira, presidente da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores
(Anorc). A associação, segundo ele, vai procurar uma alternativa junto à Conab
para agilizar o desembarque e regularizar o abastecimento.
A procura por milho para alimentação
animal aumentou depois que o governo federal baixou portaria reduzindo o preço
das sacas do produto. O número de produtores cadastrados subiu 260% de
maio para cá. Na Conab, o produtor paga entre R$ 18,20 e R$ 24,60 por uma saca
com 60 quilos. No mercado paralelo, paga R$ 50.
Da Tribuna do Norte
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