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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Prefeito de Ielmo Marinho é preso durante operação após tentar ocultar dinheiro e celular!

Fernando Batista Damasceno é apontado como líder de grupo investigado por intimidação política e tentativa de ocultação de provas.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, nas primeiras horas desta quarta-feira 28, o prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB), conhecido como Fernando de Canto de Moça, durante a Operação Securitas. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de intimidação de adversários políticos, com possível participação de agentes com mandato e de um policial militar.

Segundo a corporação, o gestor é apontado como líder do grupo e foi detido por atrapalhar a investigação ao tentar ocultar provas. De acordo com a Polícia Civil, no momento do cumprimento das ordens judiciais, o prefeito teria arremessado dinheiro e um aparelho celular para fora da residência.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim, na Grande Natal. O objetivo é reunir novos elementos probatórios para esclarecer suspeitas de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos.

As investigações tiveram início em 2023 e, conforme a Polícia Civil, indicam que o grupo investigado teria núcleo armado e atuação no meio político-administrativo, estruturado para uso de violência e intimidação no ambiente político local. Entre os investigados, além do prefeito, estariam ocupantes de mandato legislativo e um policial militar.

Um dos fatos que impulsionaram a apuração foi uma ocorrência registrada em Ielmo Marinho, quando houve informação de que homens fortemente armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente para fazer segurança privada de um parlamentar e intimidar opositores. Na ocasião, foi apreendido um arsenal com armas e munições, incluindo calibres restritos .40 e .45, além de outros materiais.

De acordo com a Polícia Civil, os mandados tiveram como foco a apreensão de documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos, incluindo aparelhos celulares, que poderão contribuir para o avanço das investigações.

 

AGORA RN 

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