O
promotor Henry Wagner Vasconcelos disse que está satisfeito com a condenação do
réu, mas decidiu recorrer da sentença de 22 anos e 3 meses imposta ao goleiro
Bruno nessa quinta-feira, 7, no julgamento no Fórum de Contagem, em Minas
Gerais. Os crimes, segundo Wagner, foram cometidos "em razão do mando dele
e igualmente em razão das ponderações do mesmo acusado, pelos delitos de
sequestro de seu filho com Eliza Silva Samudio, e de ocultação do cadáver dela,
após seu bárbaro, cruel e covarde assassinato". Com a pena anunciada nessa
madrugada, o ex-goleiro do Flamengo poderá pedir o regime semiaberto daqui a
seis anos e dois meses, quando terá cumprido dois quintos da pena.
Sem responder às perguntas dos jornalistas, ele prosseguiu: "A Promotoria de Justiça está com sua tarefa cumprida e buscará no mês de abril, num julgamento que se dará no dia 22, a condenação do executor do assassinato e da ocultação ou destruição do cadáver de Eliza do réu Marcos Aparecido dos Santos, com a mesma precisão e veemência com que atuou no julgamento desta semana e no julgamento da última semana do mês de novembro do ano passado".
O promotor informou ainda que vai recorrer por considerar a pena baixa. "A Promotoria de Justiça, diante da pena de 22 anos e três meses aplicada ao réu Bruno Fernandes, não obstante o irrestrito respeito que tenho pela doutora Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, pela digna sentenciante que é, sabe todos os argumentos que a conduziram na dosagem das penas, recorrerá ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais para buscar uma somatória de penas mais acentuada ao acusado por entender que a gravidade, a situação de sua culpabilidade, está a recomendar penas mais severas". Ele concluiu dizendo que esperava um "somatório de penas que tangenciasse 28 a 30 anos de prisão".
Palavras do Bruno. "Então a justiça é isso aí?". Foi assim que Bruno se manifestou ao seu advogado de defesa Lúcio Adolfo. Apesar de ter ficado bastante decepcionado, Adolfo disse que ele agradeceu e elogiou seu trabalho. "Eu fiquei decepcionado, ele ficou, a Ingrid ficou", afirmou. O advogado informou que entrou imediatamente após o encerramento da sessão com recurso para tentar anular o julgamento.
A mãe de Eliza, Sônia Moura, também não gostou da sentença. Para ela, 22 anos de prisão é pouco para o que Bruno fez. Ela criticou ainda a absolvição da ex-mulher de Bruno, Dayanne do Carmo, do crime de sequestro e cárcere privado de Bruninho. "Dayanne não é nenhuma santinha, não. Nós já estamos recorrendo das duas decisões", afirmou Sônia, para quem ainda não foi feita Justiça.

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