O
vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume o governo interinamente e
em 30 dias serão realizadas eleições presidenciais. A decisão foi anunciada na
madrugada de hoje (6) pelo ministro das Relações Exteriores, Elías Jaua.
Maduro, segundo pesquisas de intenção de voto, aparece na liderança, seguido
pelo governador de Miranda, Henrique Capriles, que foi derrotado nas eleições
de outubro pelo presidente Hugo Chávez.
Não há detalhes sobre a data exata das eleições na Venezuela. Nos últimos meses, os aliados de Chávez e a oposição apresentaram interpretações divergentes sobre a Constituição, em caso da morte do presidente da República - que foi reeleito em outubro para o quarto mandato.
Capriles apelou ao governo para seguir a Constituição. '[Espero que o governo venha a] agir estritamente no âmbito do seu dever constitucional', disse ele. A oposição alega que a Constituição estabelece que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, assuma o governo em caso da morte do presidente.
Em dezembro, antes de seguir para Cuba, para a quarta cirurgia destinada à retirada de um tumor maligno na região pélvica, Chávez recomendou à população que Maduro assumisse o governo se ele ficasse incapacitado. Na ocasião, a orientação de Chávez causou surpresa.
A Constituição determina que o presidente da Assembleia Nacional assuma o poder se o presidente morrer antes de tomar posse. Chávez não compareceu à posse agendada para 10 de janeiro, mas o Supremo Tribunal aprovou um adiamento e decidiu que não haveria interrupção entre governos.

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