
MOMENTO SAÚDE trás para você leitor um pouco de conhecimento sobre DIABETES MELLITUS.
A Diabetes Mellitus está entre as 5 doenças que mais matam, chegando cada vez mais ao topo da lista. Está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões.
Já no Brasil, de acordo com o Vigitel 2007 (Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis), a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima de 18 anos) é de 5,2%, o que representa 6.399.187 de pessoas que confirmaram ser portadoras da doença. A prevalência da doença aumenta com a idade chegando a 18,6 % da população com idade superior a 65 anos de idade.
Fonte: ministério da saúde
A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue (HIPERGLICEMIA).
De acordo com as causas (etiologia) se caracteriza em 2 tipos: O Diabetes tipo 1 e 2.
DIABETES TIPO 1:
É uma doença que se caracteriza com destruição pelo próprio organismo das células que produzem a insulina (células Beta pancreáticas), com isso o organismo deixa de produzir ou diminui a produção da insulina. Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável. As pessoas precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Pois, sem insulina, a glicose não consegue chegar até as células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.
Esse tipo de diabetes é mais comuns em crianças, adolescentes e adultos jovens.
DIABETES TIPO 2:
Resultam em geral de graus variáveis de resistência a insulina e deficiência relativa de produção da insulina, ou seja, o pâncreas continua a produzir a insulina. O problema esta na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas (gorduras). Isso faz com que a glicose (açúcar) fique em níveis aumentados no sangue.
Esse tipo de diabetes tem grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. É mais comum após os 40 anos. E é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1,podendo responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Pode necessitar de medicamentos orais e combinação destes com a insulina.
Existe também a DIABETES GESTACIONAL, que é diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto.
Os principais sintomas da DIABETES MELLITUS SÃO:
Poliuria (aumento no volume urinário), Polifagia(fome excessiva), Polidipsia( sede excessiva), Perda de peso, Fraqueza, Fadiga (cansaço),Prurido cutâneo e vulvar (coceira), Infecções regulares, Formigamento nos pés, Alteração visual (visão embasada), Nervosismo, Mudança no humor Náuseas e vômitos, Dores nas pernas
Em alguns casos não há sintomas. Isto ocorre com maior freqüência no diabetes tipo 2. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, para descobrir a doença.
DIAGNOSTICO:
Geralmente o diagnóstico é feito de forma clinico/laboratorial, através de avaliações dos sintomas e da realização do exame que mede a glicose no sangue em jejum (8 a 12 horas)
Pessoas com sintomas clássicos da diabetes mellitus e com valores de glicemia de jejum iguais ou superior a 126mg/dl é diagnosticado com a doença. Ou com valores iguais ou acima de 200mg/dl em qualquer momento do dia.
TRATAMENTO:
O tratamento dependendo do tipo de diabetes que é diagnosticado pode ser através de exercícios físicos e dieta ou medicamentoso, neste caso podendo ser com antidiabéticos orais e as insulinas.
FATORES DE RISCO:
Existem fatores que são considerados de risco para o desenvolvimento do diabetes. Entre eles estão: o fator da idade (estar acima de 45 anos); o excesso de peso; o sedentarismo; a hipertensão arterial e as alterações nas taxas de colesterol e triglicérides maiores que o normal e história familiar de diabetes. Portanto fique atento!
E necessário bastante esforço por parte do individuo para prevenir-se da diabetes e outras doenças, já que o desenvolvimento dos recursos tecnológico favorece uma vida mais sedentária como também favorece o desenvolvimento de hábitos alimentares poucos saudáveis.
COMO POSSO PREVENIR?
A redução dos fatores de risco citados acima ajuda e muito a prevenir o aparecimento da diabetes. Entre eles a mudança no estilo de vida é primordial para conseguir evitar a doença, manter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos que ajuda a prevenir também doenças cardíacas, osteoporose, redução do colesterol, hipertensão, combate à obesidade e tantos outros.
Fica algumas dicas de como manter uma alimentação saudável:
- Procure incorporar na sua dieta habitual a maior quantidade possível de alimentos ricos em fibras, tais como frutas e verduras.
- Procure diminuir a quantidade de gorduras (óleo, manteiga, creme etc.) e de carboidratos (massa e doces), dando preferência a alimentos grelhados e cozidos.
- Diminua a quantidade total de alimentos de cada refeição. Faça mais refeições ingerindo menos calorias de cada vez.
- Utilize leites e derivados (iogurte, queijos) desnatados ou light e prefira as carnes magras. Assim, você estará prevenindo o aumento do colesterol, além de controlar o peso. As leguminosas devem fazer parte do cardápio, pois contêm proteínas, ferro e fibras.
- Dê preferência aos temperos naturais, pois os industrializados contêm grande quantidade de sal. Os óleos mais saudáveis são os vegetais (canola, girassol, milho ou soja), porém evite frituras.
ATENÇÃO:
Estando ou não com diabetes o mais importante é a prevenção, já que quando instalada a doença devemos ter um rigoroso controle da glicemia (açúcar no sangue) e prevenir as suas complicações.
COMPLICAÇÕES:
Não manter o controle da diabetes, pode danificar as artérias e os nervos. Complicações ligadas à doença podem aparecer como: Cegueira, Doença renal crônica (rins), Amputação de membros inferiores, Hipoglicemia (diminuição de açúcar no sangue), Acidentes vasculares no cérebro (AVC), no coração (infarto do miocárdio), e nos membros (gangrenas diabéticas)
Umas das complicações mais devastadoras é o PÉ DIABETICO. Este é caracterizado por ulcerações no pé, que quando não tratadas podem evoluir para uma amputação. Uma área machucada ou infeccionada na base do pé pode desenvolver uma úlcera. Leve este problema a sério! Se descobrir que tem úlcera no pé, não deixe para o dia seguinte sua visita ao médico.
Lembrete: O SUS fornece gratuitamente, para a rede básica de saúde, os medicamentos essenciais para o controle do diabetes.
Para maiores informações procure o agente de saúde de seu bairro ou o posto de saúde da sua cidade.
Francisco Willy: ENFERMEIRO






